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A Cidade de Goiás Velho paga com enchentes por omissão !

Relatórios realizados após devastadora enchente de 2002 apontavam uma série de ações necessárias para evitar nova destruição na cidade considerada patrimônio da humanidade pela Unesco, como a ocorrida na semana passada.

A cidade de Goiás comemora 10 anos do título de patrimônio da humanidade em dezembro de 2011. No entanto, o município distante 310km de Brasília e mais conhecido como Goiás Velho faz muito pouco para preservar seu centro histórico, razão da honraria concedida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). As duas enchentes enfrentadas pela localidade nesse período de tombamento expuseram as fragilidades de suas construções e a omissão do poder público. Governantes não tomaram medida preventiva contra a destruição de imóveis centenários e da infraestrutura local. O desmatamento desenfreado na área rural potencializa os riscos.

A mais recente cheia do Rio Vermelho, que corta Goiás Velho, ocorreu na última segunda-feira. Desde então, as chuvas intermitentes deixaram 123 pessoas desalojadas, duas casas centenárias totalmente destruídas e 50 danificadas. Ainda há oito pontes interditadas no município por risco de desabamento. O temporal ocorrido na virada de 2001 para 2002, menos de um mês após a cidade receber o título da Unesco, deixou um saldo pior. Quarenta casarões tombados pelo órgão ligado à ONU, inclusive o da poetisa Cora Coralina, sofreram sérios danos. Vinte e três lojas à beira do rio viraram ruínas. A enxurrada danificou ainda calçamentos de pedras, postes de ferro e outros itens do conjunto histórico.

Após anos, obras emergenciais e de restauração, realizadas com dinheiro público, recuperaram o charme de Goiás Velho. Porém, ações para evitar as cenas de devastação daquele réveillon nunca saíram do papel. Após 2002, técnicos de órgãos de defesa do patrimônio histórico e do meio ambiente fizeram relatórios e pareceres. Quase todos acabaram engavetados. Um deles, elaborado pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios Históricos (Icomos, da sigla em inglês), da Unesco, apontou o assoreamento e a diminuição gradativa da vazão do Rio Vermelho como responsáveis pelo transbordamento dele e da destruição em suas margens.

Entre outras medidas, o Icomos cobrou a retirada em no máximo três meses de um aterro ao longo da Avenida Beira Rio. O aterro havia sido construído no fim da década de 1960 para alargar a pista. Ao longo dela, ergueram-se lojas. O aterro continua lá. O conselho da Unesco pediu também a suspensão de edificações na caixa de vazão do rio e a reconstrução das pontes tradicionais, feitas de madeira, no lugar das mais modernas, de concreto. “A ponte de mão francesa, de madeira, como outras ainda existentes sobre o rio Vermelho, são mais altas e favorecem o escoamento da água”, explica a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no estado de Goiás, Salma Saddi.

Demolição
Em outro parecer, realizado pela Defesa Civil, cobravam-se melhorias na rede coletora de águas pluviais, obras de drenagem e a remoção de 14 edificações situadas no aterro. Os imóveis, ocupadas por lojas, obstruíam a vazante do rio. A demolição ocorreu somente por ordem judicial. “Demoliram, mas deixaram os destroços lá. Nessa nova cheia, ficou evidente como eles estrangulam o rio e contribuem para o transbordamento”, ressalta Salma Saddi.

Já um estudo da Agência Ambiental de Goiás, feito após a enchente de 2002, mostrou que haviam sido devastadas 80% das matas ciliares nos 15km entre a nascente do Rio Vermelho e a área urbana de Goiás Velho. A maior parte do cerrado nativo deu lugar ao capim, fonte de alimento das 200 mil cabeças de gado de corte criadas em pouco mais de mil propriedades rurais. Garimpeiros que atuavam clandestinamente à procura de ouro no rio também colaboraram na degradação. Por onde passavam, deixavam danos, assoreando e mudando o curso do manancial. Alguns usavam mercúrio para separar a lama do ouro. O material tóxico era levado pelas enxurradas para o rio, matando peixes e plantas.

Além de transbordamento, as condições do terreno por onde corre o Rio Vermelho favorecem corredeiras, que carregam as construções erguidas sem seu leito em dia de temporal. Goiás Velho está encravada no centro de um terreno com grande declividade. O perímetro urbano, onde aterros afunilam o rio, tem solo raso e pedregoso. Ele dificulta a absorção da água. E toda a enxurrada das chuvas que caem na cidade, hipermeabilizada pelos imóveis e ruas de pedra, vai direto para o rio.


Ouro atraiu população
A nascente do Rio Vermelho fica a 15km da cidade de Goiás e desemboca a cerca de 180km, no Rio Araguaia. O Rio Vermelho deixa de ser um ribeirão tranquilo ao atravessar o fecho dos morros e serras, percorrendo o leito, num trecho de fortes declives, composto de rocha, mesclado a solos diversos. Do povoado do Bispo, às margens do rio se alargam, sendo contidas apenas pelas barreiras das matas ciliares, fartas até meados do século 18. A exploração do ouro formou núcleos populacionais na região. A cidade de Goiás instalou-se nos dois lados do rio, além das margens.

Lei ignorada
Por meio de decreto, o então governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ampliou a Área de Proteção Ambiental (APA) da bacia de Serra Dourada em janeiro de 2000. Uma das mais importantes normas é o impedimento do desmatamento numa faixa de 30 metros das margens dos rios e afluentes. No entanto, a portaria de ampliação da APA de Serra Dourada, que protege o Rio Vermelho, ribeirões e córregos adjacentes, numa área de 16.851 hectares, não é seguida à risca por falta de filscalização.

Mata ciliar devastada

Professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), o geólogo Pedro Alves Vieira estuda a bacia do Rio Vermelho desde 2001. Com base em dados do Laboratório de Processamento e Geoprocessamento de Imagens da Universidade Federal de Goiás, ele constatou o desmatamento de 7 mil hectares da Área de Proteção Permanente nos 15km da nascente do Rio Vermelho ao trecho onde ele corta Goiás Velho. “Destruíram área de matar ciliar. Aí está a origem do problema”, destaca o pesquisador.

Para Pedro Vieira, uma cidade não poderia surgir ao lado de um manancial de água com as características do Rio Vermelho. “A cidade está no lugar errado. Se não fosse patrimônio da humanidade, deveria mudar de local. Mas podemos minimizar o problema”, comenta o geólogo. Ele explica que construções como muros de arrimo, comuns nos quintais de casarões às margens do rio, propiciam alagamentos. “A água ganha mais força ao bater nesse muros, podendo levar pontes e casas, como ocorreu em 2002”, observa.

Levantando o histórico do Rio Vermelho e analisando registros meteorológicos de mais de um século, o pesquisador afirma que as enchentes no perímetro urbano ocorrem a cada 10 anos. E alerta: “A cheia deste ano é apenas uma prévia da que deverá vir no fim de 2011 ou início de 2012.”

Explosões de pedras
Moradores e integrantes do poder público municipal defendem a explosão de pedras maiores no leito do rio, sob alegação que elas impedem o curso da água. A medida é veementemente rechaçada pelo geólogo e técnicos do Iphan. “As pedras fazem parte do rio. Quem está no lugar errado é a avenida à margem dele”, comenta Pedro Vieira. A superintendente do Iphan em Goiás alega que a prefeitura nem sequer fez um pedido formal e um estudo para a viabilidade para a explosão.

O prefeito de Goiás Velho, Joaquim Berquó Neto, alega que precisa esperar o fim das chuvas para tomar medidas concretas contra enchentes. Mas ele reconhece que o município não realizou a limpeza do leito do Rio Vermelho perímetro urbano nos últimos dois anos. A retirada de bancos de areia era feita anualmente. Quando a água baixa, são visíveis os grandes bancos de areia nas margens e no meio do rio, o que o torna o trajeto ainda mais raso e facilita o transbordamento na área urbana.

Fontes: correiodesantamaria.com.br

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